Marla A. Lansarin
Com tristeza, deixo a China. Que país!
Tivemos tempo suficiente para explorar algumas das cidades mais conhecidas no Ocidente: Pequim (Beijing), Xi’an, Guilin, Zhangjiajie, Xangai e Suzhou. Cada uma delas foi uma aventura e uma descoberta — lindas e inesquecíveis, cada qual à sua maneira.
No nosso primeiro dia no país, em Pequim, saímos para caminhar, simplesmente. A ideia era dar um tempo, sem compromissos, e adaptar o corpo ao novo horário. A sorte nos levou ao Parque do Palácio do Trabalhador (Working People’s Cultural Palace), exatamente ao pôr do sol. A maioria das pessoas já havia saído, e moças com roupas tradicionais posavam em frente aos telhados dourados. Esse foi um momento icônico em Pequim. A cidade também ficou marcada pela tradição, ordem, segurança e limpeza, além da imagem de pessoas fazendo exercícios em grupo sob os luminosos da Wangfujing.
Xi’an é bem mais do que os impressionantes Guerreiros de Terracota. A cidade se enfeita para receber os turistas, a ponto de transformar uma caminhada sobre a muralha em um momento único. Pessoas vestidas a caráter, admirando as luzes da Torre do Sino, compõem um espetáculo à parte.
As montanhas que se revelam quando a névoa se dissipa nas curvas do rio Li (Li Jiang) são a marca de Guilin.
Como esquecer um teleférico de centenas de metros sobre uma paisagem montanhosa milenar? Ou uma imensa ponte de vidro? E a fé que leva as pessoas a subirem 999 degraus até o Portão do Céu (Tianmen Mountain)? Isso é Zhangjiajie.
Então chegamos a Xangai: a China moderna e mais ocidentalizada. As luzes de Pudong, em contraste com o Bund, refletindo no rio Huangpu. O templo Jing’an, cercado por arranha-céus que espelham a luz do sol.
A China foi capaz de evoluir sem perder a sua essência: mesmo em meio às luzes de Pudong, pode-se sentir a alma de um país milenar que segue em constante transformação. Estou deixando um tesouro para trás.
Abril de 2026
